Darse Júnior
Do Correio Braziliense

27/12/2004
08h39 - A espécie é rara e está ameaçada de extinção. Não havia mais registro da existência de gatos palheiros no Centro-Oeste. Para os especialistas, o felino já tinha sido dizimado do Planalto central. Um filhote com aproximadamente dois meses e 340 gramas apareceu no Recanto das Emas. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) resgatou o animal e o levou para o Zoológico de Brasília para ser tratado. Ele estava desnutrido, com diarréia e vômito.
A história começou com um telefonema. Os biólogos do Ibama receberam uma ligação na quinta-feira. Um morador do Recanto das Emas afirmava que havia encontrado um gato silvestre. Os técnicos foram até o local e encontraram o felino ameaçado de extinção amarrado com uma fita vermelha nos fundos de um terreno. Não havia sinal de maus tratos, mas o animal estava fraco e muito magro. De acordo com o morador do local, o gato estava perdido na rua em frente à residência.
A aparência do bicho é semelhante ao dos gatos domésticos. Apenas alguns detalhes diferenciam as duas espécies (leia quadro). Apesar de ser silvestre, o animal estava dócil. Rosnou quando os biólogos tentaram pegá-lo, mas logo se acostumou com a presença deles.
O comportamento menos arisco do gato pode ser um indício que prova que ele estava em contato com humanos há mais tempo. ‘‘Não foi agressivo. Pelo contrário, parecia que era acostumado com os seres humanos’’, conta o biólogo do Ibama responsável pelo resgate, Alexandre David Zeitune. ‘‘Mesmo os filhotes de espécies silvestre costumam ser bravos’’, explica a chefe do serviço de mamíferos do Zoológico de Brasília, Tânia Borges.
Geralmente, as ninhadas da espécie são de dois ou três filhotes. ‘‘É possível que encontremos outros recém-nascidos’’, conta Zeitune. O futuro do gato palheiro ou dos pampas, como também é conhecido popularmente, ainda é incerto. O filhote de 34cm de comprimento, contando a calda, ainda exige cuidados especiais.
O animal é acompanhado 24 horas pelos veterinários do Zôo. Recebe mamadeira no colo, mas não consegue sugar por conta própria o leite. Aparecido, como foi apelidado pelos veterinários por ter aparecido inesperadamente no Recanto das Emas, não será exposto às visitas no zoológico. O felino ainda não tem destino certo.
O futuro dele será decidido por uma comissão do Ibama. Os integrantes analisarão as possibilidades e escolherão o melhor lugar para Aparecido. ‘‘Existem alguns criadores especializados, precisamos avaliar quais são as condições e necessidades de cada um, para ver onde a adaptação será mais fácil’’, afirma Zeitune.
De janeiro a setembro deste ano, o Ibama apreendeu 1,2 mil animais no Distrito Federal. A maioria, pássaros, num total de 805 aves e bichos. Além das apreensões da autarquia, alguns animais aparecem no espaço urbano e são capturados pela Companhia de Polícia Militar Ambiental (CPMA). Só em dezembro duas capivaras apareceram em Brasília — uma na QL 2 do Lago Sul, no quintal de um casa de família, no dia 13 de dezembro, e outra na 608 Sul, na Associação de Moços Cristãos, em 23 de dezembro. Eles foram levados para a CPMA, na Candangolândia.
Ilhas ecológicas
De acordo com o chefe da Floresta Nacional de Brasília, o biólogo Guilherme de Almeida, o aparecimento cada vez mais freqüente de animais silvestres no meio urbano é conseqüência do crescimento da cidade e da proximidade com as unidades de conservação. ‘‘Há algumas áreas habitadas pelos animais e não há corredores ecológicos entre esses locais. Enquanto isso não mudar, fatalmente os bichos continuarão aparecendo’’, afirma.
O biólogo cita a mata próximo ao Zoológico, a Área de Proteção Ambiental (APA) Gama Cabeça- de-Veado, no Lago Sul, a Reserva Biológica da Contagem, no Lago Oeste, e o Parque Nacional de Brasília, no final da Asa Norte como ilhas de preservação dentro da área urbana. ‘‘Os bicho estão ilhados. Quando saem à procura de alimento ou para procriar, fatalmente, invadem a cidade. Os corredores ecológicos são fundamentais para garantir a variedade da espécie’’, completa.
Pessoas não dão importância à dor da perda de um pet
Segundo psicólogo americano, assunto é mais significante do que parece.
Por Adriana Mori
A perda trágica de um pet, como a que sofreu a família Clinton, deveria ser vista com mais seriedade. Segundo o psicólogo americano Larry Lachman, a morte de Buddy traz efeitos semelhantes à perda de um ente querido. Há 16 anos, o Dr. Lachman vem dando apoio psicológico a grupos de pessoas que perderam seus bichos de estimação.
O Dr. Lachman diz que a morte de um animal de estimação é uma perda verdadeira e a dor deve ser respeitada. “As pessoas sofrem proporcionalmente ao que amaram o animal. Perdas muito grandes podem demorar de seis meses a quatro anos para serem superadas”, diz Lachman. Para ele, a sociedade em que vivemos lida com o medo da morte negando-a, o que piora o sofrimento causado pela perda.
Para quem está sofrendo com a partida de um pet, o psicólogo dá algumas dicas. “Perder, sofrer, curar, entender, tudo faz com que aprendamos e cresçamos como pessoas”, diz Lachman.
- Extravase seus sentimentos
- Proteja-se em um casulo emocional
- Descanse bastante, perder alguém importante cansa bastante
- Respeite a importância de sua perda
- Seja paciente com o processo de aceitação de sua perda
- Não pare de se alimentar
- Coloque as coisas em perspectiva e leve seu sofrimento a sério
- Procure pessoas que compreendam sua situação ou que estejam vivendo a mesma situação para conforto
Conheça as fases do luto
Segundo Jennifer Marshall, conselheira expert em lidar com a perda de pets, a dor pela morte de um animal de estimação pode ter diferentes estágios.
A perda começa no momento em que o pet morre e vem acompanhada pelo sentimento de impotência que pode durar de horas a semanas. É um período descrito normalmente como “irreal” (vivido, por exemplo, por quem opta por eutanizar seu animal). Pessoas nessa fase podem ter idéias confusas, indiferença, pensar em suicídio, sentir-se impotente, euforia ou histeria, sentir-se fora de seu corpo, ficar subitamente falante demais e negar a perda.
Quando a saudade do bicho que se foi aperta muito, passamos para a fase de procura. Nesse estágio, o dono se ocupa com pensamentos do animal morto, sonha com ele e chega a ver ou ouvir o bicho chamando. Sentimentos comumente descritos são tristeza, medo, raiva, irritabilidade, culpa e carência. Às vezes a raiva não é direcionada à perda, mas sim a alguém da família, o veterinário, a si mesmo ou a Deus. A pessoa pode de repente ter uma crise de choro e fisicamente, pode ficar doente, sentir dor e ter alterações bruscas de peso, cansaço e mudança no apetite.
Na fase de desorganização, acontece a volta e a adaptação à vida sem o pet, o que pode causar um pouco de confusão, já que a pessoa necessita avaliar e aprender novas formas de organizar a vida (por exemplo, como preencher aquele espaço vazio sem que alguém venha cumprimentar pelo “progresso”).
As pessoas que sofrem se esquecem que a dor é um processo e por meio dele, aprende a lutar contra ela. O pet que se foi não será esquecido, mas o dono aprende a viver com essa perda e reorganiza sua vida. A intensidade da dor diminui e as pessoas descobrem que elas ainda podem comer e dormir, até ter novos pets. A tristeza e as lágrimas podem acontecer, bem como as alegrias de ter de novo um pet em casa.
Apoio garantido
Nos Estados Unidos, existem grupos especializados em dar apoio psicológico a pessoas que perderam seus pets. A American Pet Loss and Bereavement (www.aplb.org), entidade sem fins lucrativos que reúne conselheiros especializados em lidar com a dor da perda de animais de estimação. “Trata-se de um serviço muito importante, pois se a conexão entre o proprietário e o pet era forte, o sofrimento causado pela morte do animal é muito intensa e se não tratada, o trauma pode trazer sérias conseqüências. No caso de deficientes, essa perda é ainda mais crítica”, diz Cheryl Nahas, conselheira responsável por cães de serviço da APLB
CAMPANHA NATAL ANIMAL - AVISO IMPORTANTE!!!
AUmigos, neste ano, por restrição de tempo em virtude das últimas atividades, a Campanha do NATAL ANIMAL (já realizada em 2002 e 2003) será um pouco diferente.
Em 2004, a Campanha, que visa arrecadar ração para animais carentes, será veiculada na Internet, sobretudo, dentro das comunidades da FAMÍLIA ANIMAL(www.1grau.com/comunidadefamiliaanimal e http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=841388 )
Apenas protetoras cadastradas em uma destas duas,comunidades poderão ser beneficiadas com a doação de ração. Estas protetoras ou representantes de entidades, que tiverem necessidade REAL de ajuda com ração para este Natal, tratando-se de pessoas preocupadas com a
PROTEÇÃO RESPONSÁVEL ( Não participarão "protetores" e/ou abrigos que não buscam meios eficientes e coerentes de sustentabilidade, divulgando repetidos apelos lamuriosos por doações em dinheiro ou comida em virtude de número exagerado de animais que ultrapasse sua capacidade administrativa constantemente e onde os animais não sejam esterilizados).
Os intercâmbios entre simpatizantes doadores e beneficiados serão feitos:
1) Através das COMUNIDADES DA FAMÍLIA ANIMAL:
-Protetoras responsáveis cadastradas em uma das duas ou em ambas as comunidades, tanto do ORKUT quanto do site 1grau.com , deixarão suas próprias mensagens nos fóruns especificados dentro de cada uma. Estas mensagens deverão expor SUAS NECESSIDADES(por que motivo precisam da ração); QUANTIDADE APROXIMADA DE ANIMAIS SOB SEUS CUIDADOS; CIDADE(com REGIÃO E BAIRRO para Grandes Cidades) e MEIO DE CONTATO(além da comunidade).
-A) Os simpatizantes(que irão doar) cadastrados nas comunidades terão acesso a estas mensagens e poderão entrar em contato direto com as(os) protetoras(es)
-B) Os AUmigos cadastrados nas comunidades ou nas minhas páginas pessoais que dão origem às mesmas, receberão cópias destas mensagens por meu intermédio também.
-C) Mensagens das(os) protetoras(es) cadastradas(os) nas comunidades serão encaminhadas, por mim, para demais contatos (vide item 2)
2) Através do SITE DA FAMÍLIA ANIMAL.
2.A) Os visitantes do site www.familiaanimal.siteonline.com.br interessados em ajudar terão acesso ao banco de dados SIMPLIFICADO das protetoras de sua região e poderão contactá-las por e-mail ou outra forma fornecida(opcional)
2.B) Mensagens recebidas no site serão encaminhadas às protetoras já cadastradas.
3) DIVULGAÇÃO, através da FAMÍLIA ANIMAL, para listas de contato USUAIS, valendo as mesmas medidas do item 2 para os contatos.
Em virtude desta Campanha, somada às castrações que estão ocorrendo por conta desta entidade, minhas atividades, até o Natal, estarão voltadas, principalmente, às comunidades e à Campanha em si.
**Lembro que os membros cadastrados nas comunidades PODEM postar mensagens de divulgação de seus protegidos(sem repasse) nos respectivos fóruns
"Divulgação de Animais"
Continuam as atividades em andamento:
-Castrações já agendadas e aguardando agendamento de animais de localidades carentes de SJC(que já estavam na lista de espera), com seu transporte p/ a cirurgia e fornecimento de medicamentos pós cirúrgicos;
-Vendas da Camisetas e blusas da FAMÍLIA ANIMAL( Pró castrações)
- Cuidados com os animais que estão sob responsabilidade e/ou em parceria com esta entidade.
- Lista de Adotantes.
- Blog de divulgação dos Animais do Vale(www.familiaanimal.zip.net )
AUbraços a todos!
Neste Natal, alimente um animal Carente! Um pouco de Ração pode significar UM DIA DE FELICIDADE em UMA VIDA INTEIRA de ABANDONO E INDIFERENÇA!
FAMÍLIA ANIMAL- Dra. Patrícia
Não ao Abandono, preconceito e Indiferença!!
São José dos Campos.
Site oficial : www.familiaanimal.siteonline.com.br ;
Adote no VALE: www.familiaanimal.zip.net ;
Comunidades da FAMÍLIA ANIMAL:
www.1grau.com/comunidadefamiliaanimal e http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=841388
veja também:
http://fotolog.net/familiaanimal e www.familiaanimal.tsx.org
ADOÇÃO DE CÃES E GATOS SRD - FILHOTES E ADULTOS - SP
Data: Sábado dia 04/12/04
Horário: 10:30 às 17:00 h
Local: Pet BIFE DOG´S Av. do Cursino, 1216 - Jd da Saúde - SP
Condições para adotar:
Ser maior de 21 anos
Portar CPF, RG e Comprovante de Residência
Levar 2kg de ração (será usado para alimentar animais de rua)
Assinar termo de reponsabilidade
Contatos c/ Arlete (11) 9987-4188 arletedmartinez@uol.com.br
- CLINICA VETERINÁRIA REINO ANIMAL APRESENTA - SP
DIA 05/12/04 - DOMINGO - DAS 9H ÀS 13H NO ESPAÇO DA FEIRA NA AV. JOSÉ MARIA WHITAKER ALTURA DO Nº 1700 (EM FRENTE À PIZZARIA CHAPPLIN) HAVERÁ:
- FEIRA DE DOAÇÃO DE ANIMAIS
- AGILITY COM A TURMA DA BAYER
- DESFILE DE MODA CANINA ÀS 11H
ORGANIZAÇÃO: CLINICA REINÃO ANIMAL AV. JOSÉ MARIA WHITAKER 1650 FONE 5583-1087 / 5589-1332
APOIO: BAYER - SAÚDE ANIMAL
CONFECÇÃO DOG´S LIFE
RAÇÃO HILLS
VACINAS FORT DODGE
QUEM QUISER PARTICIPAR DA FEIRA DE DOAÇÃO DE ANIMAIS,
POR FAVOR ME AVISE = Caroline Wieczorek <carolinew236@yahoo.com.br>
SÃO 4 ANIMAIS POR PROTETOR. OS ANIMAIS DEVEM ESTAR CASTRADOS E VACINADOS LEVAR GAIOLAS E CERCADOS.
CAROLINE
Sobre raças: Labrador
Foram tantas as teorias que procuraram desvendar a origem do Retriever do Labrador que a ficção, por vezes, se confundiu com a realidade. Contudo, essa raça sempre atraiu criadores conscienciosos e competentes, que mantiveram registros detalhados, o que se mostrou muito útil no aprimoramento da raça. A história da raça nos remete à Terra Nova, uma região fria e sem habitantes, no Canadá. Recentemente, pesquisas arqueológicas encontraram restos de um cão grande, possivelmente o precursor da Terra Nova. Este teria vivido nos antigos povoados indígenas e teria um tamanho ideal para fazer parte de qualquer tribo: podia transportar cargas, puxar trenós ou ser usado como um grande saco de água quente pelas crianças.
O Retriever do Labrador que conhecemos hoje, tem como característica principal sua capacidade de adaptação, tanto em relação às pessoas como às situações.
É o tipo do cão que adora participar da rotina, mas não precisa dela. A criadora Renata Berenguer aponta algumas das características desta raça. O Retriever do Labrador viaja a qualquer lugar sem estranhar nada, comporta-se da mesma forma dentro ou longe da sua casa. Gosta de andar de carro, não passa mal nem incomoda o motorista. Na rua, também não dá trabalho. Acostumá-lo à guia não é problema, mesmo depois de adulto. Extremamente sociável, o Labrador se dá bem mesmo com pessoas estranhas. A natureza amigável do Labrador facilita a convivência com cães do mesmo sexo, embora mantenha o instinto de disputa por território, comum a todas as raças.
A "suavidade" da boca é outra qualidade muito valorizada na raça. Um bom Labrador nunca fere alguém intencionalmente e sequer destrói brinquedos. É calmo e paciente, mesmo com crianças que fazem brincadeiras estabanadas, explica Renata Berenguer.
Outras vantagens que fazem do Labrador uma das raças mais queridas é sua disponibilidade para aprender várias tarefas cotidianas e tornar-se um verdadeiro companheiro, capaz de acender a luz, trazer o jornal e abrir portas; também utilizado como guia de cegos.
Um Labrador assimila ordens e tem interesse em não repetir o mesmo erro. É também muito inteligente. Tem facilidade para compreender a linguagem humana, senso de observação e excelente memória. Mas, pode usar sua inteligência em causa própria.
Uma das desvantagens do Labrador é que seu dono deve estar muito atento, principalmente se tiver piscina em casa, para que seu cão não passe o dia todo nadando. A atração que sente pela água é irresistível. Mas, deve ser ensinado a sair de uma piscina ainda quando filhote.
O temperamento é, antes de mais nada, uma herança genética, com explica a criadora Renata Berenguer. Cruzamentos entre exemplares que não carreguem essa herança podem gerar filhotes atípicos. Os principais defeitos são Labradores agitados, agressivos, que danificam objetos e machucam pessoas, mesmo sem querer, além de latir exageradamente.
A agressividade é um problema menos comum na raça, mas é o pior defeito quando o cão é um Labrador. Não existe argumento científico que comprove relação genética entre cor e temperamento no Labrador. O fato é que a maioria dos problemas está ocorrendo com mais freqüência em cães amarelos e chocolates. Como amarelos e chocolates vendem mais, muita gente passou a cruzá-los entre si sem se preocupar com o temperamento.
Colaboração: Renata Berenguer - Canil Pinetree
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