Egípcios mumificavam seus animais para a outra vida
Hector Lima



Os egípcios eram mesmo amantes dos animais. Recentes análises de múmias preservadas indicaram que os gatos de certos cidadãos do Egito antigo também eram mumificados para chegarem intactos à outra vida.
O pesquisador Richard Evershed e sua equipe da Universidade de Bristol coletaram amostras de várias múmias, como um gato e dois gaviões que morreram entre 818 e 343 AC. Os egípcios não mumifavam só essas espécias, pois já foram encontradas múmias de cachorros, macacos, cobras, escorpiões, crocodilos, besouros e peixes.
Os animais não eram só mascotes domésticos. Quatro grupos diferentes foram identificados, incluindo os colocados na tumba para serem comidos na outra vida, aqueles usados como símbolo de culto e os oferecidos aos deuses.


Para a análise foram usadas cromotografia de gás e espectopetria de massa que quebraram quimicamente as amostras em suas partes mínimas, identificadas pela massa. Foram encontradas diversas substâncias, como cera de abelha, goma de açúcar, resinas de plantas e óleos, todas usadas na mumificação humana. Elas foram aplicadas nos animais após seus órgãos internos terem sido retirados.
Evershed explicou que a cera de abelha é uma substância anti-fungos e repele a água, função similar a dos óleos vegetais. As resinas de árvores coníferas ou de pistache previnem a degradação dos corpos e a goma de açúcar deve ter sido usada para manter as
bandagens unidas, especula-se. 


Escrito por Amigo dos animais às 12h45
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Por que não há gatos machos de três cores?
Há uma crença de que quando se vê um gato de três cores, com certeza é fêmea.
A explicação científica está na hereditariedade, na genética - nos cromossomas e nos seus genes, que são os responsáveis pelas características herdadas dos pais. As gatas malhadas, bem coloridas, pertencem a um tipo denominado Escama de Tartaruga, onde sempre aparecem a cor laranja e outras cores, geralmente a branca,a amarela, a preta e a cinza. O gene da cor laranja é dominante e está ligado ao cromossoma feminino. Um macho não pode, portanto, herdar essa característica. Se um gato macho "parece" ter três cores, provavelmente ele não é do tipo Escama de Tartaruga e, sim, rajado ou mesclado de branco com rajado, possui cores com nuances mais fortes ou mais fracas (O gato que inspira o personagem J.J.Jumim, na Catland real, é desse tipo)
    
fonte:http://members.tripod.com/~catland/curiosi-2.html

Escrito por Amigo dos animais às 12h24
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Toxoplasmose: abrir mão da companhia do gato garante proteção?
Dra. Carmen Del Pilar V. de Zuna

A toxoplasmose ocorre em animais de estimação e produção incluindo suínos, caprinos, aves, animais silvestres, cães, gatos e a maioria dos vertebrados terrestres. Nos bovinos, suínos, cabras, etc. acarreta abortos, nascimento de fetos mal formados causando perdas econômicas.
O gato está relacionado com a produção e eliminação dos oocistos (ovos) e perpetuação da doença. Ele ingere os cistos que estão nos tecidos dos ratos, lagartixas, pássaros e baratas, e passa a eliminar nas fezes os ovos (oocistos). Estes ovos tem que esporular no meio ambiente antes de se tornarem infectantes; este processo demora de 1 a 5 dias após a excreção, dependendo da temperatura e umidade do meio ambiente.
Os gatos, após terem se infestado pela primeira vez, desenvolvem imunidade e em uma nova contaminação não eliminam mais oocistos, o que pode durar até 6 anos

Se acredita que só 1% da população felina esteja eliminando oocistos.

Os gatos tem o hábito de limpar-se, não deixando restos de fezes pela pelagem, e enterram seus excrementos. A possibilidade de contaminação dos seus proprietários é mínima ou inexistente. Acariciar um gato o tê-lo como animal de companhia não representa perigo. Mordidas ou aranhões do gato também não transmitem toxoplasmose.

A contaminação no homem acontece principalmente devido ao consumo de leite em natura (sem pasteurização), fundamentalmente de cabra e de vaca, carne de coelho, carne crua ou mal cozida, de boi e principalmente de suíno, salsichas, lingüiças que não são fiscalizadas (aquelas trazidas do interior, feitas artesanalmente e  que tanto apreciamos), água contaminada em lugares onde não há saneamento básico, areias e terras contaminadas com fezes de animais doentes.

Gatos doentes com Leucemia felina ou AIDS
felina podem afetar a gravidade da Toxoplasmose, porém
não conseguem dar início a uma nova eliminação de oocistos

Um teste positivo para toxoplasmose de um gato ou de uma mulher não quer dizer que esteja doente
; somente com a repetição após 2 a 4 semanas e aumento deste titulo significa que estão doentes. Um título só significa que  provavelmente estejam imunes.
Gestantes e pessoas com a imunidade baixa (AIDS) devem cuidado com a alimentação, pedir para outra pessoa  limpar a caixa de areia do gato diariamente ou em último caso usar luvas. Ao mexer com terra o uso de luvas também é indispensável. Após manipular carnes cruas deve-se lavar bem -com água e sabão- a pia, a tábua de carne e demais utensílios.

Desaconselhamos o uso de microondas para o cozimento de carnes já que o calor não consegue fazer o cozimento por igual; a temperatura ideal para cozimento de carnes é 67C.
Frutas e verduras devem ser bem lavadas; não deve-se experimentar carne crua ou embutidos em fase de maturação.

Se quer cuidar mais um pouco de seu gato não deixe que saia para caçar, não dê carne crua, vísceras ou ossos.
Também não podemos esquecer de controlar as baratas, que também contaminam os alimentos.

Existem trabalhos sobre fabricação de uma vacina para evitar que gatos eliminem oocistos, porém ainda temos que aguardar mais um pouco.
Entre em contato com a autora e leia mais artigos no
site da Dra. Carmen


Escrito por Amigo dos animais às 20h03
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Pesquisas mostram benefícios do convívio com animais
KARINA KLINGER
free-lance para a Folha

A medicina parece estar aumentando suas apostas no papel que os animais podem ter além do convívio com os homens. Hoje, no Brasil, as universidades têm aberto mais as portas para experiências que queiram comprovar a eficácia da zooterapia. O assunto vai entrar pela porta da frente na Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo. Neste segundo semestre, a disciplina de zooterapia será incluída no currículo dos alunos do segundo ano. As aulas, que começam no mês que vem --por causa do atraso provocado pelos 106 dias de greve no primeiro semestre-- já estão com as vagas esgotadas.

"O assunto é novo por aqui e faltam pesquisas na área, por isso vamos iniciar o curso. Os médicos ainda são muito céticos em relação a essa terapia. É preciso prová-la por meio de uma metodologia científica", diz a veterinária Maria de Fátima Martins, professora da USP, no campus de Pirassununga, interior de São Paulo. Na UnB (Universidade de Brasília), desde março, uma equipe de veterinários e médicos estuda os efeitos da terapia mediada por cães no tratamento de pacientes com mal de Alzheimer, doença degenerativa que causa a morte dos neurônios e que tem como sintoma inicial a perda da memória imediata.

Todas às quartas-feiras pela manhã, os cães Ventus, um boiadeiro bernês de sete anos, e Barney, um golden retriever de um ano e meio, freqüentam o Centro de Referência para os Portadores da Doença de Alzheimer, que funciona no Centro de Medicina do Idoso do hospital universitário, onde os pacientes participam de sessões de fisioterapia e trabalham com a ajuda de neuropsicólogos e psiquiatras.

Segundo o geriatra Renato Maia, coordenador do centro, os resultados são visíveis. O fato de os pacientes se lembrarem dos cães no início e no final da sessão, por exemplo, já é considerado um grande feito para quem tem esse tipo de doença. "À medida que são expostos, os pacientes apresentam uma recuperação imediata da memória. Lembram de fatos que nem sempre discutem com a psicóloga. Muitos deles também voltaram a falar, algo que não faziam mais."

O projeto da UnB já atendeu 32 pessoas. "Estamos agora computando os dados. A mudança no humor dos pacientes é evidente, mas queremos mais informações. No exterior, a terapia com animais em contato com crianças é mais desenvolvida. Já vi estudos que mostraram, por exemplo, como a zooterapia reduziu o consumo de analgésicos entre os pequenos pacientes de oncologia. Com relação aos idosos, ainda falta muito", diz Maia.

Pesquisadores da Faculdade de Medicina Veterinária, em parceira com a Faculdade de Odontologia, ambas da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), do campus de Araçatuba, iniciaram, em 2003, um projeto de pesquisa para investigar as reações que os animais provocam em crianças com necessidades especiais, como as que sofreram paralisia cerebral, as portadoras da síndrome de Down e de outros tipos de comprometimento mental. Desde outubro passado, Spike, Cacau e Monalisa, cães labradores, e Raja, um golden retriever, passeiam com seus proprietários pela sala de espera do setor de atendimento ao público da Faculdade de Odontologia. "Eles ajudam as crianças a se distraírem e as acalmam", diz a médica veterinária Valéria Nobre, uma das responsáveis pelo projeto.

"Antes, alguns pacientes podiam ser atendidos apenas mediante sedação. Hoje, isso mudou. Os mais agitados depositam a ansiedade nos cães e entram mais tranqüilos na sala da dentista, o que prova que é mesmo possível reduzir o uso de medicamentos", comemora Valéria, que busca mais informações para concluir a pesquisa sobre o tema.

Apesar de o interesse pela área da zooterapia ser recente no país, ela já rende bons frutos na prática. Quem prova a tese é a aposentada Maria Marques, 84, que, com a ajuda de um cão, teve sucesso em suas sessões de fisioterapia. "Antes sentia dor. Com as sessões com Dim-Di [um golden retriever de três anos], minha perna voltou a mexer", diz ela.

Maria também faz parte de um projeto que tenta provar que os animais fazem jus ao título "melhor amigo do homem". O método utilizado na fisioterapia que ela faz é fruto do trabalho de conclusão de curso do fisioterapeuta Vinícius Fava Ribeiro, que teve a idéia de usar os cães como uma ferramenta.

Segundo Ribeiro, o cão é usado como estímulo em todos os exercícios das sessões de fisioterapia. "Quando escovam o animal ou brincam com ele, os pacientes trabalham o equilíbrio e estimulam a coordenação motora", afirma.

A também fisioterapeuta Claudinea Guedes Hanashiro, parceira de Ribeiro, conta que a presença do animal não só serviu de estímulo aos pacientes para que não faltassem às sessões mas trouxe resultados positivos para a melhora da saúde física e mental dos participantes. "Uma de nossas pacientes, que teve derrame, não mexia a mão direita durante as sessões de fisioterapia convencional. Hoje, ela movimenta a mão quando o cão está presente", diz.

Escrito por Amigo dos animais às 07h07
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"Outra paciente tem depressão e vive em estado de dormência, não reage a nada, a não ser quando o cão se aproxima. Aí, ela abre os olhos e até pronuncia algumas palavras", afirma Claudinea.

Diante dos bons resultados do trabalho de Ribeiro, o Cão do Idoso --um projeto iniciado em 2000 por voluntários, em que cães são levados a asilos em São Paulo-- adotou a técnica. Hoje, o projeto atende cerca de 150 idosos e tem 42 voluntários. Ribeiro faz uma observação importante: "O trabalho tem dado certo porque os idosos conseguiram facilmente estabelecer um vínculo com os cães. Esse relacionamento é fundamental para que as sessões prossigam de maneira tranqüila e segura".

Além de as universidades investirem em estudos dessas terapias --Terapias Assistidas por Animais--, outros programas que usam os animais para promover bem-estar às pessoas --Atividades Assistidas por Animais-- também têm encontrado respaldo de profissionais da saúde.

A psicopedagoga Liana Pires Santos começou a usar cães, ratos, coelhos, porquinhos-da-índia e até algumas aves para auxiliá-la no trabalho com crianças e adolescentes. "Nos últimos dez anos, vi que os animais tornavam o trabalho mais atrativo e que podiam ser usados para auxiliar no tratamento de problemas de linguagem, de percepção corporal e de controle da ansiedade. A experiência mostrou-se promissora no tratamento de crianças com hiperatividade e com quadros depressivos", diz Liana.

Murilo Matheus Ranocchia, 9, freqüenta as sessões com os animais para melhorar o seu desempenho na sala de aula. Atualmente, ele estuda matemática com a ajuda dos ratinhos que acabaram de nascer. "É muito melhor com os bichos", conta. "Após dois anos, ele evoluiu muito nos estudos", diz Arlete Matheus Ranocchia, mãe do estudante.

Segundo a psicopedagoga, que também trabalha com cavalos, esses métodos trazem novas formas de socialização, autoconfiança e elevam a auto-estima. "Como acontece com crianças hiperativas, controlar a velocidade do cavalo, por exemplo, pode lhes ensinar a lidar com a ansiedade." Liana coordena, na Fundação Selma, em São Paulo, um serviço de equoterapia para pacientes de reabilitação física.

Uma das pioneiras no uso na zooterapia no país, a médica veterinária e psicóloga Hannelore Fuchs coordena o projeto Pet Smile, em São Paulo, há quase dez anos. Ela --que fundou a Abrazoo (Associação Brasileira de Zooterapia)-- e uma dezena de voluntários levam animais para interagir com crianças e adolescentes em hospitais ou em instituições. Nas visitas, as vedetes são cães, gatos e coelhos.

"Além de servir como distração, a visita dos animais é importante para a saúde das crianças. Pesquisas mostram que boas emoções interferem de maneira positiva no sistema imunológico", afirma a pediatra Maria Tereza Gutierrez, da Santa Casa de São Paulo. Segundo a médica, a visita gera bons frutos no ambiente hospitalar, interferindo no humor não só dos pacientes mas de enfermeiros e médicos.

Para Hannelore, a zooterapia tem muito o que amadurecer. "Há bons profissionais da área da saúde que se interessem pelo tema, mas não têm conhecimento sobre os animais. Por outro lado, há profissionais da medicina veterinária que conhecem bem o animal, mas sabem pouco sobre os seres humanos." O caminho, para avançar, parece ser mesmo a aposta das universidades.



  • Escrito por Amigo dos animais às 07h03
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